Vou ser sincera, eu assistia Sex and the City as vezes, mas nunca fui fã. Sabe aqueles programas que você nunca decora o dia, o horário…só dá sorte de mudar de canal e ele estar passando? Então, era assim q eu via. Bom, considerando-se que em 1998 eu tinha uns 13/14 anos, a série não era pra mim mesmo.
Mas agora vai sair o filme. Todas as revistas q eu pego tem algum comentário sobre isso. Vou assitir um programa de TV, tem um especial “Sex and the City – O Filme”, “As Roupas de Sex and the City”, “Tour Sex and the City”, “Cabelos de Sex and the City”. Jesus! Nunca vi tanto hype de uma vez! E como não gosto de criticar sem ver do que se trata, resolvi baixar as seis temporadas e assistir o seriado, agora com minha mente evoluída de 23 anos (uh!).
Bem bem…qual não foi minha surpresa quando me descobri acordada, no domingo, as 3 da manhã, tendo que trabalhar na segunda feira, vendo o 1º episódio da terceira temporada, depois de passar o domingo todo sentada na frente do computador vendo a primeira e a segunda temporadas! Eu não conseguia parar! Como eu podia não gostar de ver isso? É genial! A Carrie é uma mulher como qualquer uma desse mundo (tirando suas roupas extravagantes, mas q eu a-do-ro). Ela tem um monte de neurose, um cabelo q não é perfeito e imóvel (aleluia). Ela briga com o Big por nada (que nem a gente faz com os nossos), ela tem pitis e só consegue falar de homens com suas amigas (culpada tbm).
A série é um retrato das mulheres de hoje em dia. Acho Samantha, Miranda e Charlotte meio caricatas demais…mas cada uma delas representa um aspecto de nossa personalidade. Aquela que vê um homem bonito e só pensa em como seria pular em cima dele; a Pollyana, que vê tudo com otimismo, ingenuidade e acredita na paz mundial e no amor incondicional; a racional e pragmática, sempre objetiva em suas decisões. Todas nós mulheres temos um pouco dessas personagens dentro de nós. Talvez alguma predomine mais, mas estão todas lá. Acredito que Carrie seja a personagem mais bem construída, pois ela não se encaixa em uma categoria específica. Ela agrega todas essas características e lida com suas vontades no dia-a-dia.
Bom, é óbvio que a série tem seu lado fantasioso. É só olhar as roupas, o Stanford (amigo gay perfeito que todas nós queríamos ter), a rotatividade de homens para cada personagem. Mas se você abstrair o lado do entretenimento, consegue tirar boas reflexões de cada capítulo.
Agora é esperar pelo filme, e vou confessar que estou ansiosa. Não acho que vai ser tão bom quanto o seriado, mas com certeza vai valer o ingresso.



